Cinco doenças oftalmológicas raras

Publicado em 14/08/2017

Existem inúmeras doenças estranhas que podem acometer o olho. Por isso, é sempre bom visitar periodicamente o oftalmologista e fazer todos os exames de rotina.

 

Sete em cada 74 mil bebês nascem com a Síndrome do olho de gato, uma doença hereditária extremamente rara na área da oftalmologia. Esta é apenas uma das inúmeras doenças incomuns que podem afetar o olho. A Dra. Tania Aleksandra Gomes da Silva, que integra o corpo clínico da CERPO, relaciona cinco doenças que a maioria das pessoas nunca ouviu falar.

 

doenças raras

OLHOS VERMELHOS NOS ALBINOS

O albinismo é uma doença genética, caracterizada pela produção insuficiente ou falta de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele, cabelo e olhos. Como uma pessoa albina apresenta a falta desse pigmento na íris (a parte colorida do olho), os olhos podem ser azuis ou cinzas muito pálidos. A falta de melanina também pode fazer com que a íris fique transparente o suficiente para permitir que os vasos sanguíneos apareçam, dando a impressão de que os olhos são vermelhos ou rosas. Além de causar fotofobia (sensibilidade à luz), a ausência de melanina também provoca outras doenças oculares, tais como: deficiência visual (miopia e hipermetropia e baixa visão); astigmatismo; estrabismo e nistagmo – movimento rápido dos olhos. Não existe um tratamento definitivo para o albinismo.

 

 

HETEROCROMIA OCULAR

A heterocromia ocular é definida como uma anomalia genética na qual o indivíduo apresenta olhos de cores distintas, ou duas cores em um mesmo olho. Rara em humanos, essa condição afeta 11 em cada 1.000 pessoas na América. Há três tipos diferentes de heterocromia do olho: completa (cada olho de uma cor), setorial (duas cores diferentes na mesma íris, sendo uma predominante) e central (dois ou mais “círculos” de cores diferentes na mesma íris). Embora o elemento genético esteja relacionado a essa condição, na maioria dos casos, outros fatores podem levar à heterocromia, como a síndrome de Waardenburg, que gera surdez e incita essa alteração. Mais comumente, lesões ou derrames podem acarretar modificações na quantidade de melanina presente na retina, provocando a anomalia. Não existe tratamento específico, contudo, lentes de contato podem ser usadas para equiparar as cores.

 

SÍNDROME DO OLHO DE GATO

O termo “olho de gato” está relacionado à semelhança com o olho de um felino. Porém, nem todos os portadores da síndrome apresentam a má formação ocular. Também conhecida por Coloboma Ocular, é uma doença hereditária (o portador herda material genético de um dos pais) associada ao cromossomo 22. Extremamente rara, com estimativa de prevalência de 7/74.000 nascimentos, ela surge, geralmente, no período neonatal (após o nascimento) ou na infância. O diagnóstico é feito por meio de testes genéticos, podendo ser confirmado, inclusive, na fase pré-natal. Além dos olhos, essa síndrome também pode afetar a epiderme junto das orelhas, no ânus, no coração e nos rins, além de trazer déficits cognitivos.

 

 

PARALISIAS OCULOMOTORAS

Quando a condução dos impulsos nervosos, que movimentam os músculos extraoculares, se encontra alterada, a contração muscular é prejudicada. Se a interrupção do fluxo nervoso é total, sem movimento no campo de ação do músculo afetado, estabelece a presença de uma paralisia. A origem pode ser congênita ou após traumatismos (cranianos ou orbitários), acidentes vasculares (hipertensão, diabetes), processos inflamatórios (celulite, meningite), ou compressivos (tumor, aneurisma). Além disso, podem ter origem em doenças do próprio músculo (miastenia). Dos tipos de paralisia ocular, a mais comum é a Paralisia de Bell, que consiste em uma anomalia do nervo facial, ocasionando uma abrupta debilidade ou paralisia dos músculos de um lado da face.

 

POLICORIA

Condição das mais raras, ocorre quando a pessoa apresenta várias pupilas na mesma íris de um dos olhos, sendo que cada uma delas é envolta por músculos esfincterianos independentes. A causa mais comum é de origem hereditária, presente na Síndrome de Axenfeld Rieger, geralmente, ou adquirida em casos de traumatismos oculares, com a formação de pseudopupilas. O tratamento pode ser feito por meio de um planejamento cirúrgico para a confluência das pupilas ou com o uso de lentes de contato de colorações específicas.

 

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